Comissão de Combate a Intolerância lança Guia de Luta Contra a Intolerância Religiosa e o Racismo
O autor do guia, o coronel J Jorge da Silva, professor da Uerj e ex-secretário estadual de Direitos Humanos, afirmou que
a cartilha ajuda os policiais e cidadãos comuns a se afastarem de um risco usual: o de minimizarem os casos concretos
de discriminação. “Os policiais não sabem qualificar o caso. Aí, não registram ou registram somente como injúria ou
vilipêndio. Eles esquecem que existe o artigo 20 da Lei Caó (número 7.716) que considera crime a intolerância
religiosa”, enfatizou Silva.
Já o Delegado Henrique Pessoa, representando a chefia da Polícia Civil, afirmou que o projeto do estado é resgatar um
"déficit histórico" dos policiais com a religiões de matriz africana - principal alvo de intolerância. guia.pdf
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, formada por instituições da sociedade civil e religiosos, está organizando a II caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 20 de setembro, com concentração às 10h, no Posto 06, Copacabana.
Quem quiser inscrever sua casa ou templo para participar da Caminhada poderá entrar em contato através do e-mail:
caminhada.liberdadereligiosa@gmail.com
Ou através das instituições da Comissão de Combate à Intolerância religiosa.
O objetivo da II Caminhada é complementar a I Caminhada, chamando a atenção da sociedade e das autoridades para a incitação ao ódio religioso contra as chamadas minorias religiosas e étnicas.
II CAMINHADA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA
Mais informações:
O desejo da liberdade que contagiou Copacabana. A alegria e a diversidade dos religiosos que participaram da 1ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, em 21 de setembro de 2008, podem ser sentidas nos 45 minutos de exibição do vídeo Ojuobá. Umbandistas, evangélicos, budistas, ciganos, indígenas, candomblecistas, católicos, devotos de Crishna, agnósticos, muçulmanos, judeus...de vários pontos do Brasil, unidos em um só cântico: a livre expressão de suas crenças.
Ojuobá, que na tradução literal significa "Olhos do Rei", serve para documentar a interação reliogiosa em torno da liberdade, pensar sobre a construção efetiva da democracia e entender direitos e deveres, quase sempre negados. Intelectuais, artistas e populares refletem sobre seus entendimentos de liberdade religiosa e o que a sociedade precisa fazer e saber para consolidar a democracia em tempos de intolerância.
Um filme que emociona, ensina e faz pensar. Nos rostos e entrevistas, o compromisso com a democracia. Na multidão aglomerada naquele domingo chuvoso, toda a expressão da luta coletiva. Os "Olhos do Rei" nos acompanha. É a dica para que continuemos no caminho.